mercredi 30 décembre 2009

Comigo

casa comigo que te faço a pessoa mais feliz do mundo.
a mais linda, a mais amada, respeitada, cuidada...
a mais bem comida.
e a pessoa mais namorada do mundo e a mais casada.
e a mais festas, viagens, jantares...
casa comigo que te faço pessoa mais realizada profissionalmente.
e a mais grávida e a mais mãe.
e a pessoa mais as primeiras discussões.
a pessoa mais novas brigas e as discussões de sempre.
casa comigo que te faço a pessoa mais separada do mundo. te faço a pessoa mais solitária com um filho pra criar do mundo.
a pessoa mais foi ao fundo do poço e dá a volta por cima de todas.
a mais reconstruiu sua vida.
a mais conheceu uma nova pessoa, a mais se apaixonou novamente...
casa comigo que te faço a pessoa mais "casa comigo que te faço a pessoa mais feliz do mundo"

(Melamed)

dimanche 27 décembre 2009

Janela

Ah! Que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu
sou
apenas
uma
mulher

Des-isto

a verdade é que a busca não pára
e o tempo não morre.
não me diga se existe um final, e nem se ele será feliz ou não.
felicidade é uma questão de perspectiva



...e eu já tive vertigens tentando encontrar a minha.


mas hoje… hoje, eu só quero dormir. hoje eu só quero ser. e se você tiver sorte de estar comigo, simplesmente me beije na testa e finja ser meu amigo. e quando sair (porque eu quero que você saia) apague a luz. e me deixe, com as minhas lamentações e culpas, do lado de cá do quarto.

samedi 26 décembre 2009

Des-enrolo

e você não faz idéia dos planos mirabolantes que eu tenho feito.






(e esqueça esse Villa-Lobos, porque ele não entende nada de dor.)

Por séries

Engraçado. A vida é engraçada, já diria o clichê. Engraçado é ver como tudo passa de uma forma quase mecânica, mas, ainda assim, natural. Você arruma sua mochiila, veste o uniforme. E quando vê acabou. Lá se foram 15 anos. 15 anos de um ritual quase sagrado. Doce, eu diria. E que, por mais que você queira, não voltará. Não vão voltar os ensaios pras festas, as filas indianas, os quadros e as salas cheirando a pó de giz. Não voltarão as guerras de bolinhas de papel, o Liquid Paper emprestado, o lanche coletivo. Também estarão apenas na memória as corridas memoráveis no corredor, as festas com pula-pulas, a professora de matemática e as anotações na agenda. Parece que foi ontem que aquela menininha chagava apreensiva em casa por ter ganhado uma anotação no caderno por não ter feito o dever de casa. Parece que foi semana passada que a mesma garotinha vestia-se de azul royal e colocava um chapéu engraçado que diria nas entrelinhas que ela estava formada. Formada. Formada para uma longa história escolar. Que traria com ela passeios ao zoológico, tardes de piscina e gramado, danças no recreio. Lá se foram a graça do primeiro beijo, o primeiro encontro. Das saídas escondidas, bem ali, atrás da escola. Lá se foram as milhões de canetas coloridas, as fotos na escada, os aniversários. Acabaram as ovadas, a van escolar e os conselhos de classe. Fim das brigas, das cartinhas de amizade eterna. Acabou. Fecham-se as cortinas. É como se agora me faltasse um pedaço. Obrigado, vida. Obrigado por ser tão especial e intensa comigo.

vendredi 25 décembre 2009

Por Paulo V. Aprígio

Mestre, me desculpe por todas as aulas que passei dormindo, escrevendo ou fazendo algo aleatório. Me desculpe pelas brigas que arrumei, pelas vezes que gritei, que subi nas cadeiras, que joguei bolo em você. Me desculpe pelas reclamações matinais, pelos atrasos, pelas conversas enquanto você falava, pelos scraps em ecxesso. Me desculpe pelas fotos, pelos meus ataques de raiva, pelas vezes que te mandei pra um spa. Me desculpe pelas piadas de mau gosto. E pelas de bom gosto. Me desculpe pelas lamentações no msn. Me desculpe pela carência, por não copiar nada do quadro, pelos meus comentários ácidos, pelas fofocas. Me desculpe pelas festas, cafés da manhã, almoços na costelaria. Me desculpe pelas piadinhas prontas, pelas frases feitas ('Que gay!'), pelos Hermanos. Me desculpe por muitas vezes ter quisto que tudo acabasse logo, por querer minhas manhãs de sábado na cama, por sair sexta à noite. Me desculpe pelos projetos da tarde. Me desculpe por não ter estudado o que deveria. Me desculpe pelo vídeo. Me desculpe por não estar compartilhando ainda o sentimento comum a todos no momento.

Me desculpe por essa mania idiota de me desculpar.
Mas saiba que é de coração.
E a 3061/09 será eterna.

mardi 22 décembre 2009

Sorry

Acho que nunca quis tanto voltar no tempo como nos últimos dias. A sensação de erro, de perda quase me mata. Mas de alguma forma me tira a dor da saudade. Me tira a sensação de vazio eterno. Silêncio melancólico. Desses que faz chorar até quem não está envolvido no problema. Se eu pudesse, pediria as mais sinceras desculpas a todos. Mas desculpas não adiantariam nada. Porém, se me serve de consolo, cresci. Espero que faça coisas diferentes agora. Me perdoem. Eu só quis tentar.




'Um dia a maioria de nós irá se separar, sentiremos saudades de todas as conversas, as descobertas, dos sonhos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos, saudades dos momentos de lágrima, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim, do companheirismo, sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe nos e-mails trocados, conversaremos algumas bobagens. Aí os dias vão passar. Meses, anos até este contato tornar-se cada vez mais raro. Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem é? E diremos que eram nossos amigos, e isso vai doer tanto, foram meus amigos foi com eles que vivi os melhores momentos de minha vida.'

lundi 14 décembre 2009

Mãos ao alto

(eu quero descansar no seu peito o cansaço dessa vida e o peso de ser alguém)
(eu já não sei o que faço, meu bem)



(nem o que farei.)

samedi 12 décembre 2009

Costura

você
tem
cheiro
de
roupa
limpinha
com
mente
suja
e
eu
quero
te
rasgar
in
tei
ro (T.B.)

ui

vendredi 11 décembre 2009

trânsito

sou de mínimos recebimentos
carrego o escasso na memória
fiz-me em dar
o que me assoreia é não retribuir
teço margens
aguento o tranco
passo dos limites
e, só às vezes, me faço de desentendida
só pelo vício de te deixar confuso
e te fazer de bobo

até que a morte nos separe

E quando me perguntarem, lhes direi que foi o domingo mais domingo de todos esses 18 anos que vivi. Afirmarei que cada camisa tinha vida própria, que cada grito soava MAIS ALTO.
E quando eu disser que achei que fosse morrer de dor porque parecia ter levado 173 chutes no estômago, falei de toda verdade.

Largar uma prova, sair correndo. E quando perguntarem por que, direi em alto e bom tom: FIZ POR AMOR!

Flamengo, eu te amo.

mardi 8 décembre 2009

Re-vazio





eu não ouço
não largo
não deixo
não nego
não fico
eu não entendo.

zum zum, me faça.

Por




Porque a dicotomia dos meus sentimentos e o maniqueísmo que perdura entre amá-lo e desprezá-lo - pelos motivos que eu já mencionei algumas vezes - me destoa e me atarraca na consunção que é o amor de todas as mulheres que ele já teve, multiplicado por dezesseis.
Cismo que ele é a aberração mais perfeita e que ninguém vai se aproximar dele. Nem eu, que espalho na minha cama os versos do Chico, os olhos verdes, as coisas que escrevo pra ele. Nem eu, que me cubro com a melodia dele e faço, do nosso romance inventado, meu travesseiro.


lundi 30 novembre 2009

Cobra-coral, papagaio vintém







(o que será felicidade, afinal ? não sei não, mas eu acredito, Flamengo, que nós nascemos um para o outro.)





ninguém nunca vai entender esse amor que transborda aqui --> ♥
em rubro e negro.

samedi 28 novembre 2009

Saia

Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve.
(T.B.)




- e, no fundo, eu só queria que você pegasse na minha mão e me tirasse essa mágoa que não passa nunca. mas que quase passa todos dias.
porque você tirou todas as pedras da minha mão, e só me acertou quando eu não tinha mais nada com o que me defender. e eu te odeio por isso.

jeudi 26 novembre 2009

2 + 2

Não é novidade alguma dizer que tenho noções muito própria de tempo e espaço. Essa compulsão de achar que tudo está a um ponto do fim, a um centésimo do êxtase, sempre me perseguiu. E por mais que essa sensação me sufoque todos os dias, demorar 10 dias pra fazer algo que todo mundo faz em 10 segundos ainda é comum. A sensação de tudo estar escorrendo por entre meus dedos não tem me deixado dormir. Tudo piorou na última semana. Culpo a aproximação do Natal, data que considero tão melancólica quanto ouvir Billie Holliday numa sexta a noite, em casa. Culpo a UFF e sua prova de domingo. Culpo o calor exacerbado que não me deixa dormir em paz. Me culpo. Todas as vezes. Eu sempre vou acabar me culpando, isso é um fato. Mas uma hora tudo fica pior, é o que ocorre. Mas o que me consola é que no fim, tudo dará certo. Essa certeza idiota é o que ainda me mantém de pé. Ninguém vai me tirar essa sensação de que tudo vai se acertar e tudo que tenho rascunhado até hoje vai, enfim, virar algo sólido.

Vai dar tudo certo.
Tem que dar.



até o dia em que eu mudar de opinião... ♪

mardi 24 novembre 2009

Substantivo próprio tem letra maiúscula

Confesso morrer de inveja de Lígia, de Carolina, de Lilly Braun, Iolanda, Luiza, Gabriela. Confesso ir dormir todos os dias pedindo por um poeta ensandecido de dor suplicando minha volta através de um poema melancólico. Confesso também que invejei mil vezes aqueles trechos de músicas dos quais a saudade soa como luto e a batida do violão envolve notas tristes e chorosas. Eu admiro, tenho inveja, eu sinto falta, me delicio, eu tenho carinho, eu me aconselho, eu me protejo, eu me projeto. Mas de tudo o que eu sinto, ciúmes é o que eu sinto mais. Eu morro é de ciúmes de todas elas. Todas essas mulheres cantadas, rimadas. Transformadas em partituras. Ninguém nunca viu em meus olhos as noites do Rio, ao luar. E nunca tive sequer uma homônima para me vangloriar e mentir que meu nome foi inspirado nela. Ou vice-versa. Logo eu, que nunca gostei de ser comum. Em meio a Anas de Armsterdã ou que fizeram de uma vida um erro depois de irem embora. Penny Lanes, Angélicas, Marias Ninguém, não há alguém que me cante, me passe para o papel. Leminski não me escreveu três versos de gelo. Não há alguém que chore, que durma tarde em meio a letras e prosas. Quando Roberto cantou que nem o mar e o infinito não eram maiores que o amor que residia nele e nem ao menos mais bonito, quando Chico afirmou que gostaria de ficar no corpo dela feito tatuagem, quando João afirmou que os desafinados também têm coração. Onde andava eu enquanto tudo isso acontecia ? Onde ? Por que não fui a coisa mais linda, mais cheia de graça a passar ? Por que não fui a quadrada, demente, que não entende nada e Caetano não quis me fazer entender ? Dias desses aí, acordei feliz com a possibilidade de terem escrito algo pra mim, aí pela vida. Quem sabe um poeta tímido, reprimido, coitado. Ficou tão sem graça que não quis citar meu nome, que preferiu fazer versos quase impessoais para que eu, do alto de toda minha inteligência e desenvoltura, não pudesse nem sequer desconfiar que definhava à minha pessoa. Talvez. Talvez ele tenha pensado em escrever mil vezes e desistiu diante de algo que eu tenha feito de errado. E resolveu escrever pra Teresa, pra Renata. Eu quis muitas vezes ser a Teresa, não essa Teresa. E sim a Teresa de Chico. Não só dele, mas de meus outros amantes escritores. Deixa-los escrever no meu corpo inteiro, lê-los através do espelho e depois apagar tudo, para que nunca cessasse seus escritos. Mesmo que esses amantes sejam todos errados, tortos, quase mortos. Seus amores serão bons, disse o admirador de Teresa certa vez. Em outra canção, não tão desnaturada, mas poderia ser minha, quem sabe. Certamente o poetinha não me imaginou com uma flor quando escreveu pra sua menina com andar de pajem medieval. Mal sabia ele que eu também, quando comecei a gostar dele, procurava saber por todos os modos com que camisa esporte ele ia sair para fazer mimetismo de amor, me vestindo parecido. Quis ser a Maga do mago que também atende por Cortázar. Mago este que me faz melancólica só por ler um verso seu, mesmo desprendido. Invejei os olhos de Capitu. Não os olhos em si, e sim a inspiração que deram a alguém para classifica-los como oblíquos e dissimulados. Rosas, Madalenas. Recentemente eu invejei Matilde, uma mulata que tem a cara da saudade. Até a Matilde deve ter a cara da minha saudade. Quem me aconselha, quem me manda andar, não iria à esquina se soubesse que eu nunca quis contos de fadas, mas sim uma frasezinha qualquer escrita num cantinho de página. Quem tem o dom da rima, da métrica, talvez ficasse sensibilizado com tamanha mágoa que tenho. E, de tanta pena que esse sujeito sentiria de mim, ia se pôr a escrever. Talvez Chico um dia se lembre da minha existência e, de tanta culpa, colocaria em frases essa minha vida breve até então, monótona. Mas o faria com a maestria necessária. Mas enquanto ele não faz nada, finjo desdém a todas as Bárbaras, Cecílias. E desdenho porque amo. Amo ser um pedaço de cada uma delas. E, é patológico e patético. Eu sei. Mas, ainda vou reclamar meus direitos a ele. Como quem reclama a paternidade de um filho. Vou bater bem na porta da casa dele e vou dizer: estou cansada dessa nossa relação unilateral.

lundi 23 novembre 2009

Des-cansa

eu já deveria ter acostumado com essa sinestesia que é a minha vida.



Podem me chamar
E me pedir e me rogar
E podem mesmo falar mal
Ficar de mal que não faz mal
Podem preparar
Milhões de festas ao luar
Que eu não vou ir
Melhor nem pedir
Eu não vou ir, não quero ir
E também podem me obrigar
Até sorrir, até chorar
e podem mesmo imaginar
O que melhor lhes parecer
Podem espalhar
Que eu estou cansado de viver
E que é uma pena
Para quem me conheceu
Eu sou mais você
E... eu .
(Vinícius de M.)

lundi 16 novembre 2009

Já dizia

'Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.

E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.

E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval;
e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas.

E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.

E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.

E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard;
e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.

E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos -
eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.'

(Vinícius de M.)

dimanche 15 novembre 2009

Des-iluda

Mas faça o que você tem que fazer, menina. Ele é só um insolentezinho metido a intelectual que faz seu coração bater e quase parar de vez em quando. Só mais uma dose da melhor bebida que você começou a provar. Mamãe não gostaria nada de saber das inclinações moderninhas dele, muito menos do cigarro que ele traga como se fosse a vida. Sabe o que você deve fazer ? Viver a sua vida. Você não é e nem será capaz de abrir a cabeça dele e pôr um poema com seu nome. E, por mais que ele negue, de alguma forma você o perturbou. Perturbou sua cabeça ocupada por palavras latinas. Ele não estava bem, você não queria paz. Mas hoje estou lhe pedindo, menina. Faça alguma coisa, ou então não faça nada. Eu te peço que cante, que grite, deixe-se ao propósito simples e primário a que veio. Seja menina, como a vejo agora, e é bom mudar mas também é bom continuar sendo a mesma. Deixe-se apaixonar e fique de luto quando virarem a esquina, quando você também errar, mas volte a se apaixonar de novo. Não deixe nada te corromper, menina. Afinal o seu coração, mesmo em pedaços, vale muito mais. E outra, esqueça as análises científicas, a menos que você seja louca por uma delas, e se for, conheça-a com o coração. Com o coração, menina, e não só com as nomenclaturas. Não se preocupe com o que eles dizem, nem comigo.


tudo certo, tudo certo ...

vendredi 13 novembre 2009

Des-trua

Meu escrito é egoísta, regurgita. Meu poema não se come, definha, morre de fome. Meus versos solitários não casam com mais nenhum, não combinam, fogem, por mais que queiram, secam, só de pensar. Meus versos são como eu. Eu seco. Só de pensar. Eu minto, invento cores, corações, pavores. Meus versos às vezes doem, às vezes fingem. E minhas letras se unem e mentem por mim. Meus versos mentem, mim que não sou. E tem quem compre, mesmo que eu não venda.






tudo em volta está deserto, tudo certo ...

jeudi 12 novembre 2009

Des-entoa

Porque você fala bem, escreve em francês, faz poemas de 13 páginas e eu ainda estou tentando o vestibular. Porque você sempre tem os melhores argumentos, impressiona pela inteligência e eu passo noites ouvindo músicas em companhia de um iPod. Porque você se faz companhia, esquece a carência e eu choro de solidão. Porque você tem a ela e eu ? Eu não tenho nada.





• ele é tão inteligente e eu igual a todo mundo...

mercredi 11 novembre 2009

De fora

Nós sempre vamos acabar correndo atrás. Vamos procurar um modo prolíxo de dizer. Vamos fugir todas às vezes, vamos tentar sermos indiferentes. Vamos arrumar desculpas pra ligar. Vamos fingir esquecer o seu aniversário. Vamos consultar o horóscopo compulsivamente. Vamos omitir o uso de lentes de contato e também vamos escondidas escovar os dentes. Vamos nos deitar e sonhar. Vamos fazer um zilhão de planos. Vamos riscar papéis. E depois vamos rasga-los. Vamos insistir pra chegar na hora marcada. E vamos nos atrasar. Vamos ver comédias românticas, vamos vestir vestidos florais. Vamos correr de salto 12. Vamos rasgar uma meia-calça cintilante, vamos esquecer o rímel. Vamos salvar o mundo. E vamos deixar pra amanhã. Vamos deitar após a novela, vamos esquecer as torradas no forno. Vamos amar todas as vezes. E vamos negar. Vamos nos apaixonar pra sempre. E vamos esquecer no dia seguinte. Vamos todas as vezes. Sempre vamos. Vamos ?


dimanche 8 novembre 2009

Por V.H. [com uma flor]

Pode ser mesmo que isso passe hoje ainda - eu que sempre fui tão inconstante -, pode ser que amanhã eu acorde e volte a ver tudo cinza, pode ser também que tudo vá bem até depois de amanhã e desande. Mas, ainda que o amanhã possa vir de fininho e estragar tudo, poder ter esse sorriso cara, sentindo o vento soprando (que gay!), realmente me valem tanto quanto alguns milhões. Você certamente não faz ideia do quanto salva a minha vida. Acaba de me salvar da amargura de uma noite mal dormida, acaba de zerar minhas queixas e minhas lamentações. Você realmente não faz ideia do que passa aqui, nessa cabeça preocupada com questões de física quântica. Boba. É, eu sei. Mesmo que você prefira tecer mil elogios a cada vez que nos falamos, que nos vimos, acho que a minha parte idiota não lhe foi apresentada - por completa. E tudo o que eu queria é que quando vocês fossem apresentados, que você não tenha medo dela (eu). Que você não saia correndo e tropece nas próprias pernas pela pressa com que foge de mim. Por favor, apenas não fuja. E sabe essas milhões de delongas que escrevo aqui diariamente (ou nem tão diariamente assim er) ? É tudo piada. Tudo historinha. Sabe essa minha mania de saber de tudo e todos em tempo integral ? Comece a achar graça, porque é de morrer de rir. Eu não sei de nada. NADA, entende ? Só escrevo na esperança de que você sinta de alguma forma esse desabafo. Eu só queria que tivesse certeza de que eu quero tentar. De que eu queria, sim, acordar assim todos os dias. Eu só queria que essa minha boa vontade para com o mundo durasse. Hoje eu acordei e não odiei meu cabelo. Hoje eu não xinguei o motorista, não reclamei do balanço da barca e - pasme! - não xinguei até a 6ª geração da família do Steve Jobs por a bateria do iPod ter ido pro saco quando eu ainda estava no ônibus. Eu não vou, eu não posso, eu não quero deixar pra lá. As pazes que fiz hoje não serão esquecidas. Hoje, eu não me importo. Jogo os ombros. Só hoje não odiei hidrocarbonetos e as Leis de Mendel. Só por hoje eu me vi magra e linda frente ao espelho, mesmo com o rosto descascando depois de tanto sol sem protetor. Hoje é dia de fazer as pazes com meu cabelo cacheado, com esse calor infernal e com o ENEM. Por favor, não se assuste com esse meu romantismo exacerbado que flui em sua direção e que eu, infelizmente, não obtenho controle. Se eu pulei nas suas costas e pedi para que me segurasse, foi pra não cair. Não cair nesse abismo que me cerca a todo alvorecer. E você me segurou com toda força e delicadeza. Se eu pudesse fazer a quantidade absurda de carinho que eu tenho guardado, se eu pudesse pôr meu coração capenga numa bandeja de prata e enviar pra sua casa. No fim das contas, eu apenas me lembro das piadas bobas às quatro da manhã. Dos seus olhos atenciosos e significativos observando cada movimento meu. Os seus olhos (só pra ganharem uma menção em destaque). Você, ali do meu lado, quietinho, não será esquecido. Sentir você respirar tão próximo quase me inebriou. Até a preocupação com a sua alergia. Olha, eu citaria detalhes, eu teceria fios e mais fios de elogios, mas hoje, só hoje, eu quero guardar tudo pra mim. E, no fim, eu só queria amor, amor e mais nada.

mercredi 4 novembre 2009

Por Mim

É engraçado 'catalogar' cada início de romance, cada espécie de prólogo. Como se todos eles fossem projetos de vida, idéias totalmente concretas, completas e independentes. Independentes de outra parte, de outra jogada. E que tudo isso, todo esse projeto, essa pré-tensão sempre me atraíram desde muito cedo. Amores ditos platônicos sempre me seduziram. Garotos desconhecidos andando pela metrópole com seus modos atrevidos sempre me atraíram muito. Aqueles que de alguma forma chamaram a minha atenção, foram puramente amados por um segundo pelo menos. Todos que despertaram a minha aguçada curiosidade e vontade de puxar um assunto através de uma tela e um teclado também podem considerar-se sortudos. Às vezes queria dizer a cada um deles o quão importante foram para o meu crescimento/desenvolvimento sentimental. Desde um falso francês e um cartão de Natal (e um coração) logo partido em mil pedacinhos até um te amo quando vejo seu perfil que passou a companhia de uma tarde. Verdade seja dita, amores idealizados e vividos (todos!) com uma intensidade superior aos meus poucos anos de vida. Todos eles pra sempre. Passando por um quase, bem quase. Afinal, o mundo do quase também sempre muito me agradou. Mas a graça afinal desses amores não seriam a não realização por completa dos mesmo ? A não estruturação racional desses devaneios ensandecidos ? Pois é, sim. Talvez. Porque já faz algum tempo que eu sempre ganho o jogo. Ganho por minutos, que seja. Minha memória recente não retém algo altamente idealizado e sofrido. Efeitos do tempo. Todas as lágrimas recentes tiveram seu fundamento. Antes delas, vieram momentos de felicidade extrema e satisfação. Podem ser classificadas como consequencias, então. Efeitos do tempo, novamente. Não ter mais 14 anos tem suas (grandes) vantagens. Guardadas as devidas proporções, consegui todas as vezes que tentei. Depois até vi que nem queria tanto assim. Esqueci, deixei passar. Não sofri a última decepção, sabe por que? Porque uma idealização um tanto passada/deixada guardada me deu de presente algo quase real. Uma ficha, diria. E cá estou, tentando. Não dá pra chamar de platônicas todas as vezes em que segurou minha mão ou me deu um beijo no rosto. Ou esbossou uma dança comigo. Ou me olhou de jeito fulminante e arrebatador. Não, não dá. Se tudo terminará como o anterior eu já não sei. Até porque dessa vez há um obstáculo maior do que todos os que eu crio instanteamente na minha cabeça todos dias ao acordar. Há um obstáculo concreto. Ou nem tanto assim hoje, caso você esteja dizendo a verdade. Mas tudo bem, tudo bem. Eu sigo. Eu tento. Eu vou acabar chorando no fim. Ao som de Chico.

mardi 3 novembre 2009

Por V.H. [2.1]

Porque toda sua atenção dispensada a mim tem me afetado tão diretamente que me causou uma espécie de overdose sua. Uma insônia quase insuportável, uma vontade de falar de você, em você, lembrar você. Uma necessidade absurda de falar, chamar. O que muitas vezes me deixa um tanto encabulada, confusa, cansada. É, cansada. Cansada de tentar de tudo, cansada de esperar uma migalha que seja de atenção. E que você tem dado. De migalha em migalha.




me apagando filmes geniais, rebobinando o século, meus velhos carnavais, minha melancolia ♪

lundi 2 novembre 2009

Por V.H. [2]

me encanta, me encanta, me encanta.


me encanta ? ;

mercredi 28 octobre 2009

Apenas

Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu

Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou todo o ar
Pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Ficou só você eu eu ♪

samedi 24 octobre 2009

De flor


E hoje eu estou entediada, carente e irritada o suficicente pra aceitar carinho até do mendigo da esquina. Ainda descubro o sentido nessa necessidade idiota de manter vínculo com as pessoas, essa necessidade banal de querer, a qualquer custo, que me amem, sintam minha falta, pensem em mim. E que, normalmente, acaba em frustração.








'Eu invento amor, sim. E dói admitir isso. Mas é que não aguento mais não dar um rosto para a minha saudade' •

vendredi 23 octobre 2009

Do lado de dentro

Duas vezes eu quase morri de saudades de você. Uma quando eu vi Closer e lembrei que o amor, como deveria, não existe. E outra quando escutei sem esperar “Quem te viu, quem te vê” e lembrei que você era um pedaço charmoso de tudo o que o mundo e a vida têm de mais charmoso. Doeu lembrar ou aceitar que esse pedaço não existe mais nem no predinho azul e nem no sofá azul. Neste dia você finalmente morreu, e eu chorei de luto sem teatro, de luto não atual, de resto de luto. De um luto morto. (T.B.)


Hoje o samba saiu, larárárá
procurando você ;

Do lado de fora


Tudo errado. Está TUDO errado. Eu não pedi para que você me amasse, não cobrei delírios e carinhos ao pé do ouvido. Não supliquei por cartas apaixonadas me jurando saudades eternas e muito menos pedi que me ligasse no dia seguinte. Só queria que ficasse comigo. E quando digo ficar, é ficar mesmo. Assim, de verdade. Para o que der e vier. E ao mesmo tempo, por gostar do estar comigo, de rir comigo, chorar comigo. Queria o seu abraço apertado pra melhorar o dia, ou até um 'bom dia' distante e frio via msn messesnger. Mas você não entendeu. Nunca entendeu. Não fez nada, nadinha, que estava ao seu alcance. Não pergunta como estou, não fez comentários sarcásticos, não me pediu pra voltar, assim, de verdade. Fez tudo errado. Por que eu precisaria das suas milhões de críticas ? E por que não ser homem o suficiente pra me tratar como uma mulher ? Acho que você não entende mesmo. Não foi de bom tom, não fluiu. Nada flui entre nós. Nada. Você força pra ser legal e eu tento compreender. Mas o cansaço me consome nos últimos dias. Se eu quis estar na sua cama por tantas vezes, hoje nada disso faz sentido. Não sobrou nada. Não quero mais voltar lá. Não quero mais tentar encaixe do que não encaixa. Não quero seus sermões e suas críticas. O que você sabe sobre mim ? Que eu deitei na sua cama e fiz café na sua cozinha ? Acho que você nunca soube o que se passa aqui dentro. Nunca soube a angústia que tem aqui. E teve zilhões de chances de saber de tudo isso e muito mais. Estive a postos, quis realmente tentar. Achei que você poderia ser
ele. Que poderia levar o coração. E todo o resto.

mercredi 21 octobre 2009

Algodão


Não há mais brilho ou lantejoulas. Não há mais lágrimas no travesseiro. Não há mais foto no mural. Não há mais amor. E junto a todos os nãos, se foi a poesia. A música orquestrada que embalava minhas ideias. A percepção otimista de que tudo, no fim, ia se acertar. Até quando se foi, lento, me feriu. Me levou a dor do tom certo dos poemas, me levou o brio. Me fez dizer adeus às batidas ritimadas em samba do coração. Me arrancou com força descomunal a sensibilidade de flor. Lá se foram, rio abaixo, as cores desse amor doente que, por fim, padeceu. Agonizou por tanto tempo, se foi calado, quietinho, sem o grito célebre do adeus de filmes iranianos. Não ficaram os tormentos, nem os pensamentos no escuros. Ficou um vão entre o deitar e o dormir. Nunca mais rezei por você. Viramos outras pessoas. Não temos mais saudades um do outro, não queremos retomar, não brigamos. Velha cordialidade. Não sei o que ficou de mim, não sei se é bom ou ruim. Esperar o fim do processo de reciclagem e catar o que restou. De resto, guardo numa caixinha no fundo do armário o seu nome. Em meio a corações.





- e além de tudo me deixou mudo o violão .

mardi 20 octobre 2009

E agora, Joseph ?


E agora ? Mas e agora que as coisas caminham nos eixos ? E agora que você tem TANTO a fazer ? Uma imensidão de dúvidas parecem florescer desse jardim chamado vida. Ok, chega a ser piegas, mas de fato equivale. E quando se está acostumado a viver a beira de um abismo, torna-se um perigo fatal querer afastar-se. Até que ponto o seu eu cansado, sentimental e moralista devem permanecer ? E quanto ao seu crescimento ? Conta ? Contas a pagar, diria. Você tem dívidas eternas consigo mesma. Dívidas esquecidas no fundo de um baú qualquer. Agradeça por cada segundo que conseguiu respirar depois de pensar mil vezes que iria morrer no minuto seguinte. Agradeça a pedra no caminho que você se fez esperta e driblou com a ginga e a malícia de um centro-avante. Agradeça a você por todas as vezes que se salvou. Que se manteve à beira, somente à beira, desse abismo. Que você vai sempre apreciar observar, por mais feliz que eStEJA.






• • •

vendredi 16 octobre 2009

Dança Comigo ?


Sinto uma necessidade enorme de sair, ver gente, socializar.
E dançar. Como dançar faz bem pra alma. Por que fui descobrir isso tão tarde ?





• você só dança com ele e diz que é sem compromisso ..♪

dimanche 11 octobre 2009

Ouvir sua voz depois de tanto tempo quase me comoveu. Uma ideia boba, uma vontadezinha e um zilhão de coisas estranhas no estômago. Liguei. Sem pretensões, por assim dizer. Ouvir o seu 'Oi!' surpreso e ao mesmo tempo alegre me valeriam o dia. A espera pelo retorno quase me levou às lágrimas. Ele não vai ligar, pensei. Mas você ligou. E me deu um número até então desconhecido pra mim, o da sua casa. Me senti tão próxima como nos velhos tempos. E você disse 'Oi!' mais uma vez. Foi um misto de nostalgia com felicidade plena. Não sei de onde tirei tanta desenvoltura. Falei em tom de brincadeira, te ouvi brincar, rir. Longa conversa. Creio que nunca conversamos assim quando tudo era nosso. Só nas brigas. E fluiu naturalmente. Não sei explicar o que me ocorria. Quis chorar umas 10 vezes. Quando trocou meu nome, quando falou do seu namoro. Uma pontinha de dor, que você percebeu. Foi um alívio. Me tirou uma caminhão carga 1000 das costas. Agradeci sua compreensão, você agradeceu a minha. O bom e velho tom de cordialidade que embala histórias de amor naufragadas. Verdadeiras ou não. Retomáveis ou não. Mas, como eu disse, são histórias de amor.

querer, logo


Não quero mais jogos de cartas iguais. Datados de início a fim. Quero milhões de surpresas, quero dançar junto, suar junto. Quero deitar em um jardim fresco, cercado por crianças correndo. Quero deixar que o vento sopre meus cabelos em direção a nada e que isso não me cause estranhesa ou preocupação. Quero beijo fulminante na escada, puxões no cabelo, mordidas delicadas. Quero ser solta. Sambar 3 horas sem parar. Passar madrugadas na Lapa. Andar de bicicleta em Camboinhas. Quero 1.000 Victoria's Secret. Berry Kiss, Pure Seduction... Quero tanto, mas tanto, tanto que não cabe em mim.
Que não cabe em minha cabeça preocupada.

samedi 10 octobre 2009

In My Bed

10 dias se foram. De tirar o fôlego. Diria que me falta o ar para tanto. Ou quem sabe o desinteresse dominou meu ser. Não quis escrever, porque sabia que passaria. Em um instante, beijos demasiadamente escondido por uma parede num canto escuro. Beijos que me valeriam a noite, caso não soubesse o que me aguardava. Beijos quase incontroláveis, banais. Mas que me levaram ao céu (ou ao inferno ?). E que eu confesso que não resistiria caso estivesse entre as tais 4 paredes. Mas beijos dos quais não se formam planos ou sonhos. E se não tem planos e sonhos, não me servem. Porque o plano/sonho teria de virar realidade, naquele dia. O beijo fulminante deu lugar a um calmo, doce, sem a pressa necessária para que haja encaixe. Mas encaixou. Perfeitamente. Mesmo com o medo saindo por meus poros, mesmo com a preocupação corriqueira. Funcionou. E logo estava na cama dele, nos lençóis dele. E como eu pareço uma boneca ao lado dele. Uma boneca boba e muda. Que ri. Ri absurdamente. O tempo todo. E bem pequenininha também. Me sentia inteiramente abraçada e protegida, como se nada pudesse me atingir enquanto permanecesse ali, estagnada. Manhã longa. Não dormi. Ele sim. Passou a mão em minha cintura e adormeceu. Por que eu realmente achei que ia conseguir dormir ? Não ia. Nunca. Queria olhar pra ele, sentir o cheiro dele. Encostar minhas pernas nas dele. Sentir cada segundo de sua respiração lenta. Aquela cama me deixou nas alturas, literalmente. Imaginei aquela cena como rotina. Projetei cada momento na minha cabeça. Cada fala, cada detalhe por mais banal que fosse. Nos imaginei chegando em uma noite quente de verão e abrindo a janela pra admirar a Lua. Imaginei as tantas vezes que ele me jogaria no sofá e jogaria toda minha roupa em canto qualquer. Imaginei todas as noites/manhã/tardes que iriamos querer inovar, inventar (se é que você me entende). Ele. Ele só meu. Me perdendo naqueles braços todos os dias, afogando minhas mágoas. Secando minhas lágrimas enquanto ele afaga meus cabelos. Imaginei e ri. Ri todas vezes. Porque juro que acredito piamente em tudo que imaginei, juro. E 'acordar' com carinho nas costas foi delirante. Poderia passar dias e dias naquele espaço. Que é meu. Juro que é.

jeudi 1 octobre 2009

Na verdade é quase uma vontade imensa, quase fatal, que traz de volta sentimentos curados, dores antigas. E mesmo assim a vontade só aumenta. Posso dizer que é vital, sabe ? Essa é a palavra. Parece que vai me matar e que eu preciso me livrar dela. Tá transbordando, passando das entrelinhas, me sufocando em cada lágrima. E só depende de mim para que vá embora. De mim. De minha parte. A outra parte do meu quebra cabeça de peças iguais está a légoas, supostamente. Mas, sinceramente, creio que não vou aguardar sua chegada. Mesmo que isso me custe noites a fio com os olhos vermelhos de tanto chorar. Noites a fio.



mercredi 30 septembre 2009

B.


A minha alma nem me lembro mais em que esquina se perdeu ou em que mundo se enfiou

Mas já faz algum tempo
Já faz algum tempo.






porque as coisas se entrelaçam de uma maneira quase improdutiva. para ambos, para todos.

lundi 28 septembre 2009

18 [3]

Porque quando se precisa de algo sólido para continuar construindo sonhos, fatalmente uma parte de nós parece ir embora pra tão longe que seria impossível correr atrás, que seria impossível resgatar com vida. Se essa parte se foi, a outra enfraquece, adoece e padece. Esquece que o pulsar é involuntário e faz força para desfalecer. E levantar é inevitável, até porque o chão é frio, úmido. Caminhar de novo, um passo de cada vez. Calçar de novo os sapatos. Seguir. Levantar um pouco a cabeça e tentar manter a postura ereta. Dificilmente pegar-se ouvindo melodias melancólicas. E fingir desapego a cada vez que os olhos marejarem. E, caso lágrimas molhem seu rosto, ter força o suficiente pra pedir um guardanapo na esquina e começar do ponto zero.
Porque elas continuam ganhando anéis de noivado, de compromisso. E o seu dedo continua vazio. Elas prosseguem com casos amorosos e você vive de amor perdido. Elas ganham flores e papéis coloridos, você flores, do seu pai, é claro. Elas vão continuar ouvindo juras de amor ao pé do ouvido, você nada. Um nada. Um nada em meio a nada. Sem propósitos. Com ausência de algo compatível. Um vazio cheio. Que a faz escrever textos a nível auto-ajuda made in banca de jornal, que a faz ler crônicas de domingo, fazer as unhas aguardando que alguém repare. E mesmo assim acreditar. Mesmo quebrando a cara todos os dias. Recebendo pontapés e socos no estômago. Da vida. Onde estão as paredes ? Onde estão as molduras ? Não estão. E não há lacuna em branco, apenas não há lacuna.
Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. Me entende ? Nem eu.

dimanche 27 septembre 2009

18 [2]

E por fim cresci. Obrigada dezoito.

Caio não saberá.
Thiago não saberá.

e eu não vou te entender. eu não vou.

samedi 26 septembre 2009

18

Não sei o que pôr aqui, me falta melancolia.


beijo tchau.
beijo 18.

vendredi 25 septembre 2009

Pode ser

'Uma vez me disseram que eu jamais amaria dum jeito que "desse certo",
caso contrário deixaria de escrever. Pode ser.'
(Caio Fernando A.)


pode ser, pode ser.

Açúcar

deixar de fazer coisas por medo é tão patético que dá raiva.
me acovardei, mais uma vez.

poderia ter sido a salvação.
a maneira mais sublime de se preparar para a maior idade.









eighteen, I've got to get away .

mercredi 23 septembre 2009

de que

jogou seus planos fora
calçou os sapatos
disse que não queria mais.

se pudesse, teria apagado a luz
apagado a luz todas as vezes que ouviu um não
de forma banal e vaga.

lundi 21 septembre 2009

quiçá





chorar, chorar

soluçar

até os olhos ficarem embaçados

de dor.



mas as ondas, as ondas não têm hora, morena
, de partir ou de voltar ;

dimanche 20 septembre 2009

30

Slow down, you crazy child.
You're so ambitious for a juvenile.
But then if you're so smart, tell me why are you still so afraid?
Where's the fire? What's the hurry about?
You better cool it off before you burn it out.
You got so much to do and only so many hours in a day.

Don't you know that when the truth is told
That you can get what you want or you can just get old?
You're gonna kick off before you even get halfway through.
When will you realize Vienna waits for you?

acabou chorare.

samedi 19 septembre 2009

Geometria







meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim ;






quer guardar o que não pode, o que não deve e o que não se guarda.

tá transbordando.

mercredi 16 septembre 2009

Yo

Por que foi que mais uma vez você acreditou na verdade exarcebada dos contos de fada de que ele se importaria de alguma forma ? Por que acreditou que os beijos sinceros que ele lhe deu numa noite fria de inverno seriam sua salvação ? Por que fez isso ? Por que calejou seu coração novamente sem dó ? Por que, enfim, se jogou no abismo de novo ? Porque acreditou. Porque, de alguma maneira, ele foi seus minutos sublimes. Ele foi uma noite planejada, planificada, emaranhada. Se todos as suas mágoas foram esquecidas durante aquelas horas, se todas as suas angústias, muitas vezes infundadas, foram esquecidas e deixadas fora do quarto, se todos os seus pedidos humilhantes de desculpas ficaram no chão gélido do quarto. Se toda a sua vergonha, seu senso, sua timidez viraram pó enquanto as mãos dele percorriam o seu corpo como luz. Se tudo que viveu em forma de sonho, de medo, de mentiras. Se todos os ses foram prontamente vividos e deliciados por você, considere-se uma pessoa feliz. Considere também o relógio perturbador. Mas, acredite, ele a salvou. Ele sempre a salvou. Mesmo que por frações de segundos.

Se ele põe a culpa nas planícies, eu ponho a culpa no tempo.
Se ele faz graça, eu prefiro me calar.

Guardar (mais uma vez) uma vida inventada.
Mas, ainda assim, com cores.

mardi 15 septembre 2009

eu quero

Quero ele
Quero as mãos dele
Quero os olhos dele
Quero a idade dele
Quero o cheiro dele
Quero a saudade dele .

dimanche 13 septembre 2009

A medida que


e sabe o meu medo maior ? tudo isso ser apenas pó.
terminar como tia solitária que não medirá esforços para correr atrás de um cara.
terminar só, numa cama fria.
terminar sendo uma versão simplista demais do que sou.
terminar por esconder os meus desejos e anseios porque de alguma forma eles irão me deteriorar.
essa angústica nunca me deixará, por fim.
talvez faça parte de mim.
talvez esse meu lado melancólico esteja ganhando a batalha que venho travando há anos.
de qualquer forma, aqui estou eu. a mercê do jogo.
que não sou eu (e nem nunca fui) que dito as regras.

Mas

Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado.



de TODO O CUIDADO. fim.

samedi 12 septembre 2009

que não ligo, que fico

UERJ. véspera, quero dizer.
estou calma. absurdamente calma.
tenho até medo.

a véspera colaborou muito, diria.
BELO sábado.

e o que um cara bonito, inteligente, simpático, poliglota e professor de Geografia está fazendo no mundo se não comigo ? AIAIAI




quero beijos sem tréguas, quero sete mil léguas sem descansar ♪

mardi 8 septembre 2009



Eu quero descansar no teu peito
O cansaço dessa vida
E o peso de ter que ser alguém
Eu já não sei o que faço meu bem
Nem o que farei ♪




mas se você quiser e vier, pro que der e vier comigo. eu posso ser o seu abrigo.

lundi 7 septembre 2009

é só a lua


Vento solar, estrelas do mar
A terra azul da cor do seu vestido
Vento solar, estrelas do mar
Você ainda quer morar comigo?♪

esta música embalou meu verão 2007.
nostalgia pouca é bobagem.





• que você pegasse na minha mão e me fizesse carinho. só.

dimanche 6 septembre 2009

Tal que



filmes idiota, de alguma forma, acabam por me deixar em estado engraçado, diria.
demorei pra me render ao tal Crespúsculo por me considerar 'madura' demais para tal. e o que eu temia aconteceu. cá estou eu com cara de babaca, ouvindo músicas e pensando em como seria bom sentir aquele frio na barriga de novo.

óh céus, óh vida.
de achar graça, não ?








• romeo, take me somewhere we can be alone ♪

mardi 1 septembre 2009

Nhami

a verdade é que essa minha carência idiota me torna alguém vulnerável demais.
ao que? à vida.

Minha

É o meu lençol, é o cobertor
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor,
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto,
A casa está vazia,
A cozinha, o corredor.
Se nos meus braços,
Ela não se aninha,
A dor é minha, a dor ♪

vendredi 28 août 2009

Olha

28 de Agosto de 2009. é, menos de um mês para o meu aniversário de 18 anos. tenho estado calma, por assim dizer. já estive pior, assim por dizer. olha, o que tem me afligido é o de sempre. o meu problema, de nome e sobrenome. eu confundo tudo sempre. eu sempre confundo. idade, vestibular, solidão. eu poderia enumerar 1001 motivos. na verdade, eu poderia enumerar por estar com mania de números. e também por eles me causarem calafrios. números são frios, diriam. são. há exatamente 1 ano estava eu achando que morreria desidratada de tantas lágrimas. óh, céus, que dor. que pensei não passar nunca. e talvez não tenha passado mesmo. justo que ainda hoje, ainda agora, me pego pensando pela quinquagésima vez em como teria sido. em como EU teria sido. se essa reticência me faria falta. olha, você é quase um braço meu, uma mão. você é parte, você sou eu. mil coisas passam na minha cabeça de como teria sido sem você, se esta lacuna estaria em branco. eu insisto, eu sei. mas eu também não passo reclamar, já que há algumas noites eu não morro de saudades e de vontade de te ligar. já que há algumas semanas não enceno falas e situações nas quais estamos lado a lado. e que a angústia tem pendido para outros lados, me provando que nem tudo gira em torno de você. 1 ano. 1 ano de uma falta imensa. de uma vida que eu não trocaria para estar ao seu lado. 1 ano de uma vida vazia. de frustrações, vontades, equívocos. olha, eu queria lhe mostrar o quanto cresci e o quanto ainda tenho medo de perder o que nunca tive. o que me consola ? uma pontinha de esperança que ainda tudo vai dar certo. o que me lamuria ? a certeza de que daqui 5 anos eu ainda estarei aqui escrevendo alguma história medíocre fatalmente não concluída. e rindo da minha própria cara ao tentar achar sentimento, ao tentar sempre pôr sentimento em todos. todos esses. que não chegam a 1/3 de você.

mercredi 19 août 2009

Hodierno

E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão

Encabulado por voltar a sós ♪





quero coisas mornas.
quero meio-termo.

lundi 17 août 2009

Tomorrow

é uma angústia que parece que não vai passar nunca.
e fim.

vendredi 14 août 2009

paz, eu quero paz.

faço as palavras de Camelo as minhas.
estou me sentindo mal hoje
problemas e mais problemas

eu só queria paz no momento.

jeudi 13 août 2009

Tic


você que é tão sensata,tão cheia de si. sempre fazendo festa e se sentindo tão só. você que sempre agrada e sem perceber, insiste em seguir um caminho que não é [...]

mercredi 12 août 2009

Lover

Talvez eu seja jovem demais
Pra impedir um bom amor de desandar
Mas esta noite eu só tenho você na minha cabeça
(e você nunca saberá)




- It's never over, my kingdom for a kiss upon her shoulder .



mardi 11 août 2009

Cadê ?

[...] E nem é medo de ficar pra titia não, além de ter cara de mais nova e ser bem nova, eu sou filha única. É vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de "é esse!". Como será sentir isso? Eu sempre sinto que "pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse...". Não, isso tá errado. Quero sentir que "é esse". Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo.
Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. Quero foto brega na sala, com duas crianças enfeitando nossa moldura. Quero o sobrenome dele, o suor dele, a alma dele, o dinheiro dele (brincadeira...). Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades.

Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina. Que a sua remela seja sequinha e não gosmenta e que o tempo leve um pouco de seu cabelo (adoro carecas...). Que suas escatologias não passem de piada e se materializem bem longe de mim. Tem que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de "essa mulher é única". É mais ou menos isso. Achou muito? Claro que não precisa ser exatamente assim, tintim por tintim. Exigir demais pode fazer eu acabar sozinha em mais shows do Roberto Carlos. Deus me livre! Bom, analisando aqui, dá pra tirar umas coisinhas. Deixa eu ver... Resumindo então: tem que dizer que me ama e me amar mesmo, tem que rolar umas sacanagens e não pode ter remela gosmenta. Pronto!E quando eu tiver tudo isso e uma menina boba e invejosa me olhar e pensar que "aquela instituição feliz não passa de uma união solitária de aparências" vou ter pena desse coração solitário que ainda não encontrou o verdadeiro amor. (T.B.)

lundi 10 août 2009

Te mentir, te mentir

eu tenho é que parar com essa mania de me causar problemas.
dias de paz agora.
eu prometo.




'Ainda existe ir embora. Mas da onde? Eu sempre querendo ir embora. Mas pra onde? Quero um colo e um quente e um ombro que nunca conheci. Não é de homem, de amor, de força. O que é isso? Um enjoado que não faz passar mal. Um frio que não precisa de agasalho. Uma necessidade absurda de ir para um lugar que eu nem imagino qual seja. Uma saudade de vida inteira como se eu já tivesse vivido.'
(T. Bernardi)

dimanche 9 août 2009

Pelas Tabelas laiá

acho que havia me esquecido de como era sair sem preocupações, sem sentimentalismo barato.
havia me esquecido de dançar.
ah, dançar. como eu gosto de dançar.

juro que tinha esquecido.



ando com minha cabeça já pelas tabelas ..♪

vendredi 7 août 2009

É como se eu me assistisse de fora o tempo todo, tendo consciência de cada passo, cada sorriso, cada palavra. É como se eu fosse plateia da minha própria solidão. Se ao menos eu pudesse ter a certeza de que isso um dia vai mudar...


então, então.

jeudi 6 août 2009

Um samba, um samba


Essa moça tá diferente, já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente, está me passando pra trás

Essa moça tá decidida a se supermodernizar
Ela só samba escondida que é pra ninguém reparar

Mas o tempo vai, mas o tempo vem
Ela me desfaz, mas o que é que tem
Que ela só me guarda despeito
Que ela só me guarda desdém

Mas o tempo vai, mas o tempo vem
Ela me desfaz, mas o que é que tem
Se do lado esquerdo do peito
No fundo, ela ainda me quer bem ♪

essa moça ;


mercredi 5 août 2009

De tempo



'Eu estou tão cansada de assustar as pessoas. E de ser o máximo por tão pouco tempo. E de entregar tanta alma de bandeja pra tanta gente que não quer ou não sabe querer. Mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas. E hoje eu não me odeio. Hoje eu só fecho os olhos e lembro de você me pedindo sem graça para eu não deixar ninguém ocupar o lugar da minha canga. Tudo o que eu mais queria, por trás de todos esses meus textos tão modernos, sarcásticos e malandros, era de alguém que me pedisse para guardar o lugar. Tá guardado. O da canga e de todo o resto.' (T. Bernardi)


eu ? eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você.

mardi 4 août 2009

De ponto

ninguém pode calar dentre mim
esta chama que não vai passar
é mais forte que eu e não quero dela me afastar

se alguém não quiser entender
e falar, pois que fale
eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabee ;


errando, correndo pro mesmo lugar .

lundi 3 août 2009

De fato


olha, eu cheguei a incrível (cof cof) conclusão de que eu adoro ME criar problemas.
que por mais sossegado que tudo esteja, nunca estará do meu jeito.
quando digo que meio termo não me agrada, isso é dito em alto e bom som.

porque se é pra sentir dor, que seja logo.
e que essa indecisão que tem me consumido vá embora.





- só você não vê que eu não posso mais ficar aqui sozinho ♪

dimanche 2 août 2009

Des-assossego

"Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam."
(Martha Medeiros)

precisa dizer mais ?

Oublier

já faz algumas noites que me lembro dele.
como nos velhos tempos.

pensei em 1.000 motivos pra ligar, ensaiei 1.000 vezes.
mas logo me vinha uma onda de lembranças que me davam 3.000 motivos pra deixar como está.



- e na distância morro todo dia sem você saber.

jeudi 30 juillet 2009

Agora eu era herói


e um dos meus maiores medos era(ou é) não ter história pra contar. não ter o que contar na velhice. como diria aquele comercia, 'o que você vai contar para os seus netos?', então. hoje revi fotos. fotos de uma década de 90 ensolarada. embalada por É O Tchan e outras músicas do gênero. uma década de brincadeiras na rua, de fantasias de Carnaval, de aniversários coloridos. nostalgia pouca é bobagem. alguns fatos só me são lembrados por causa delas, as benditas fotografias. tempos que em que fotografias eram realmente para guardar momentos. tempos estes que me fizeram isto. me desenharam e coloriram. e que não voltam jamais.

Shhh

Madrugada chegou
O sereno caiu
Meu amor de cansaço
Caiu nos meus braços
Sorriu e dormiu
Eu só queria
Que não amanhecesse o dia
Que não chegasse a madrugada
Eu só queria amor
Amor e mais nada ;


e mais nada.
porque a minha vontade vem se desenrolando.
e me atormentando. ai

mercredi 29 juillet 2009

Tu

sabe aquela vontade de enlouquecer ?

então.

samedi 25 juillet 2009

Me leve



hoje eu senti saudades dele.
primeira vez desde que a gente se viu.
saudades mesmo.


e o que não me deixa nunca, continua me doendo
e dói todas as vezes que penso no que nos tornamos

jeudi 23 juillet 2009

Love, Love


I like to know that your love
This know that I can be sure of
So tell me now cause I won't ask again
Will you still love me tomorrow?

• Will you still love me tomorrow?

Assim, enfim

ontem escrevi pra ele. tive uma vontade imensa de expôr tudo que estava sentindo.
acho que ele ainda não leu. paciência.

tenho que fazer um resumão e deixar aqui, guardadinho.
mas ainda me falta inspiração.






• porque eu gosto é de rosas e rosas e rosas ;

mercredi 22 juillet 2009

A,P.


- Sabe a garota do copo de água?
- Sei.
- Se parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?


[O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.]

mardi 21 juillet 2009

Não.


"Andar de mãos dadas é um gesto, às vezes mais forte e mais revelador do que um beijo. Mãos dadas com os dedos entrelaçados, como se quisessem se misturar com os da outra pessoa e se tornar um só, siameses por osmose, fusão de epiderme. Mãos dadas com os dedos fechados, sentindo a palma da pessoa, fazendo transfusão de carinho e bons sentimentos. Apertar a mão da pessoa de vez em quando como se quisesse dizer: "Ei, eu vou estar aqui e nunca vou largar de você". Como se fosse um pulso sobressalente. Mãos dadas ouvindo música:

Não solta da minha mão
Não solta da minha mão"


não solta .