vendredi 9 juillet 2010

Rabisco

Uma nojenta, impura, compulsiva, desesperada saudade. Uma saudade latente que não me deixa entrar em casa, vestir roupas, usar perfumes sem que me lembre de você. Uma saudade bandida que me rouba o pensamento, a concentração e a racionalidade. Que me rouba, por vezes, a dor. Me dá um sorriso imbecil por sonhar com você. Por ter sonhos confusos. Por me trazer pensamentos sujos e memórias banais. Que me levam ao choro desesperado para estar na sua cama. Que me traz um vazio desesperador. E que me levam ao pensamento de que nunca mais serei de ninguém. Nem de corpo e nem de alma. Nem de você.