vendredi 13 novembre 2009

Des-trua

Meu escrito é egoísta, regurgita. Meu poema não se come, definha, morre de fome. Meus versos solitários não casam com mais nenhum, não combinam, fogem, por mais que queiram, secam, só de pensar. Meus versos são como eu. Eu seco. Só de pensar. Eu minto, invento cores, corações, pavores. Meus versos às vezes doem, às vezes fingem. E minhas letras se unem e mentem por mim. Meus versos mentem, mim que não sou. E tem quem compre, mesmo que eu não venda.






tudo em volta está deserto, tudo certo ...

1 commentaire:

  1. Não sei ainda o motivo da vergonha, escreve muito bem.
    Ok , não faço letras mas admiro coisas boas. rs

    "Meus versos às vezes doem, às vezes fingem. E minhas letras se unem e mentem por mim."
    • E o bom de escrever é isso pode ser quantas/como quiser =)

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