dimanche 11 octobre 2009
Cê
Ouvir sua voz depois de tanto tempo quase me comoveu. Uma ideia boba, uma vontadezinha e um zilhão de coisas estranhas no estômago. Liguei. Sem pretensões, por assim dizer. Ouvir o seu 'Oi!' surpreso e ao mesmo tempo alegre me valeriam o dia. A espera pelo retorno quase me levou às lágrimas. Ele não vai ligar, pensei. Mas você ligou. E me deu um número até então desconhecido pra mim, o da sua casa. Me senti tão próxima como nos velhos tempos. E você disse 'Oi!' mais uma vez. Foi um misto de nostalgia com felicidade plena. Não sei de onde tirei tanta desenvoltura. Falei em tom de brincadeira, te ouvi brincar, rir. Longa conversa. Creio que nunca conversamos assim quando tudo era nosso. Só nas brigas. E fluiu naturalmente. Não sei explicar o que me ocorria. Quis chorar umas 10 vezes. Quando trocou meu nome, quando falou do seu namoro. Uma pontinha de dor, que você percebeu. Foi um alívio. Me tirou uma caminhão carga 1000 das costas. Agradeci sua compreensão, você agradeceu a minha. O bom e velho tom de cordialidade que embala histórias de amor naufragadas. Verdadeiras ou não. Retomáveis ou não. Mas, como eu disse, são histórias de amor.
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Histórias de amor que nos perseguem. Lindo texto, mesmo
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