mercredi 16 septembre 2009

Yo

Por que foi que mais uma vez você acreditou na verdade exarcebada dos contos de fada de que ele se importaria de alguma forma ? Por que acreditou que os beijos sinceros que ele lhe deu numa noite fria de inverno seriam sua salvação ? Por que fez isso ? Por que calejou seu coração novamente sem dó ? Por que, enfim, se jogou no abismo de novo ? Porque acreditou. Porque, de alguma maneira, ele foi seus minutos sublimes. Ele foi uma noite planejada, planificada, emaranhada. Se todos as suas mágoas foram esquecidas durante aquelas horas, se todas as suas angústias, muitas vezes infundadas, foram esquecidas e deixadas fora do quarto, se todos os seus pedidos humilhantes de desculpas ficaram no chão gélido do quarto. Se toda a sua vergonha, seu senso, sua timidez viraram pó enquanto as mãos dele percorriam o seu corpo como luz. Se tudo que viveu em forma de sonho, de medo, de mentiras. Se todos os ses foram prontamente vividos e deliciados por você, considere-se uma pessoa feliz. Considere também o relógio perturbador. Mas, acredite, ele a salvou. Ele sempre a salvou. Mesmo que por frações de segundos.

Se ele põe a culpa nas planícies, eu ponho a culpa no tempo.
Se ele faz graça, eu prefiro me calar.

Guardar (mais uma vez) uma vida inventada.
Mas, ainda assim, com cores.

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