samedi 26 décembre 2009

Por séries

Engraçado. A vida é engraçada, já diria o clichê. Engraçado é ver como tudo passa de uma forma quase mecânica, mas, ainda assim, natural. Você arruma sua mochiila, veste o uniforme. E quando vê acabou. Lá se foram 15 anos. 15 anos de um ritual quase sagrado. Doce, eu diria. E que, por mais que você queira, não voltará. Não vão voltar os ensaios pras festas, as filas indianas, os quadros e as salas cheirando a pó de giz. Não voltarão as guerras de bolinhas de papel, o Liquid Paper emprestado, o lanche coletivo. Também estarão apenas na memória as corridas memoráveis no corredor, as festas com pula-pulas, a professora de matemática e as anotações na agenda. Parece que foi ontem que aquela menininha chagava apreensiva em casa por ter ganhado uma anotação no caderno por não ter feito o dever de casa. Parece que foi semana passada que a mesma garotinha vestia-se de azul royal e colocava um chapéu engraçado que diria nas entrelinhas que ela estava formada. Formada. Formada para uma longa história escolar. Que traria com ela passeios ao zoológico, tardes de piscina e gramado, danças no recreio. Lá se foram a graça do primeiro beijo, o primeiro encontro. Das saídas escondidas, bem ali, atrás da escola. Lá se foram as milhões de canetas coloridas, as fotos na escada, os aniversários. Acabaram as ovadas, a van escolar e os conselhos de classe. Fim das brigas, das cartinhas de amizade eterna. Acabou. Fecham-se as cortinas. É como se agora me faltasse um pedaço. Obrigado, vida. Obrigado por ser tão especial e intensa comigo.

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