dimanche 24 janvier 2010

Farinha

Digamos que eu esteja engasgada. Engasgada de tanto ver você ir embora e ficar de mãos atadas. Engasgada de tantos sorrisos seus, de tanto charme inebriante jogado fora. De tanta espera pra (quase) nada. Digamos que você sempre se coloque tão acima do meu ponto mais alto. Estou tão engasgada de ver você tão livre, tão acima do chão. Tão acima de minha cabeça. Obrigada por me matar cada vez que põe-se em seu pedestal. Obrigada por me fazer engasgar com tanta culpa a cada vez que me lembro daquele dia. Talvez eu tenha voado demais, aproveitado de menos. Mas, entenda, é a melhor maneira que achei pra dizer 'fique comigo'. A necessidade de estar ligada a você foge à minha estratégia de conquista. E tudo que eu consigo fazer quando estou ao seu lado é rir. Obrigada também pelo sentimento 'sou retardada, oi' que você me traz. Palavras sempre me servirão de sonhos, acredite. Acredite que tudo que me disse até hoje tem uma importância exorbitante que eu não deveria dar. Mas a culpa é minha. Não aprendo. Afinal, o que quer de mim ? Não pretende perder a postura nunca ? Não pretende, nem um pouco, me dar a mão e jogar-se num infinito qualquer ? Qual é o seu problema ? Tudo bem, continue jogando. Que eu vou continuar (me) perdendo.

dimanche 10 janvier 2010

Travesseiro

Na verdade, eu sonhei. Sonhei muitas vezes.
Milhares delas.
com você;

jeudi 7 janvier 2010

Marca-passo




talvez todas as suas teses caiam por terra, mulher maravilha.

talvez essa dor enorme que mal cabe no peito seja sua pra sempre.


e lembre-se que Deus não escreve por linhas tortas.
tortos somos nós.


mardi 5 janvier 2010

Des-construa [castelos]

Eu percebi que minha ansiedade é a típica da garota boba que leu nove livros, sabe de sete músicas, viu quatro filmes, conhece dois lugares e acha que ainda ama um homem. Quem sabe mesmo, nem começa a dizer. É tanto que dá preguiça. Seria uma vida a dizer mas você já esqueceu ou dormiu no meio. Você precisa sim da sua biblioteca que dá cinco voltas no teto pra ser amado. Mas precisar disso te enche da vontade deliciosa de deixar o que a gente precisa pra lá. Você fez comigo o que faz com todos os livros. Para na metade. Assim sobra tempo de assassinar minha esperança e depois dormir enquanto eu conto os pedaços pela casa. Meus e das minhas histórias. Então eu gosto de você, de novo, porque não falamos nada, não chegamos a nda. Você porque dormiu de novo ou quer demais. Eu porque quero de novo ou dormi demais. Você porque sabe muito. Eu porque não sei porra nenhuma.




lundi 4 janvier 2010

Saiba

Sabe, talvez o que mais doa é saber que não tenho mais pra quem jogar charme e fazer piadas sarcásticas inúteis.











Sabe, dói.

dimanche 3 janvier 2010

Esquete


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(Álvaro de C.)











só dessa vez, goste menos. já está na hora. menos. por favor. já está na hora.

Mantra

Filosofia.
Genética.
Pontuações.
Frases afirmativas com interrogação no final, ‘só pra dar mais intensidade no sentido real’.

Pensamentos em demasia.
Detalhes do roda pé.
Depressões momentâneas.
Humor em grande freqüência. ‘risos’.
Histórias de amor não vividas.
Razões conhecidas.
Limitações discutidas.
Clichês.
Viagens.
Bobagens.
Demonstrações.
Pretensões.
Dependência a boas conversas.
Palavras de dicionário.
Notas musicais.
Noites escuras.
Boas e más vontades.
Aprendizagens teóricas.
Lágrimas.
Um pouquinho de graça, ‘em seu duplo sentido’.
Caras e bocas.
Erros e acertos.
Embriaguez de sensibilidade.

Não mudo de hábitos. Não corto assuntos. Tenho neuroses.
Sou sentimental. Ágil e impulsiva.

samedi 2 janvier 2010

De-menos

na história de um poeta

a menina acreditou
e dos olhos da menina

uma lágrima rolou

[...]





e dos olhos da menina
uma lágrima rolou ♪

vendredi 1 janvier 2010

De-mais

Dizem que quando somos jovens demais, tudo é intenso demais, forte demais. Dizem também que temos tempo demais, vida demais. Só esquecem de nos dizer é que é dificíl sair ileso, difícil demais.