mercredi 31 mars 2010
Mea Culpa
lundi 29 mars 2010
Só amanhã de manhã
Sinergia
Porque eu fico mendigando sempre um pouco mais de amor, porque o siso dói e o dia seguinte é cheio. Porque eu não tenho mais medo porque tudo é calmo, e porque eu joguei fora um texto que eu escrevi contando do sonho em que você me deixava porque não sabia lidar. Prefiro falar do meu mendigar carinho e do jeito gato de espreguiçar quando você mexe no meu cabelo. Tudo é melhor do que pensar que você ainda não comprou o pacote completo da minha megalomania pelo espaço na cama, por conhecer o meu bairro todo (e o seu também), por enlouquecer de vez em quando (pra dentro de mim e aos berros no seu ouvido). E deixando qualquer tristeza de lado, escrever um texto bonito sem cheiro de café, porque a vida dói mas é bonita. Porque tudo me dói mas é bonito, porque eu me dei por completo e no meio de todo o meu excesso e do amor que me sobra, falar da felicidade em seu estado mais bruto, físico, real e falar sobre os dois pés fincados na terra pela primeira vez na vida, onde colocar tudo em risco, acalma a alma e me coloca menininha escrevendo sobre coisas que não cabem dentro de mim pra ver se sobra espaço pra pensar em algo mais racional, ao invés de me guiar o dia todo com esse tudo que não é palpável.
Eu descobri que tudo é muito simples, e que pés na terra ou cabeça voando (em Copacabana ou do outro lado do mundo), eu estou sempre ao alcance das (suas) mãos.
dimanche 28 mars 2010
avec vous
Você não merece. Não merece meu jeito, meu gosto, meu tato, meu amor, minha falação desesperada, meu espernear pela casa, meus bicos, minhas sobrancelhas franzidas por pouca coisa (por quase nada) e nem meus passos barulhentos pelo chão da sua casa. Não merece que eu atrapalhe seus vizinhos, sua vida, suas coisas e nem minha quietude voluntária, meu jeito próprio de respeitar seus barulhentos silêncios. Você não merece meus fins de semana, meus dias normais, minhas horas, meus minutos gastos, minha maquiagem barata que não esconde o quanto eu sorrio pra você (de olheira a olheira). Você não merece, mas eu morro de saudades todos as horas que estamos separados. Não merece o quanto me fez uma pessoa melhor, não merece as mudanças na minha vida, os livros tirados do chão na esperança de que de repente você chegue (quando sou sempre eu que vou) e esse meu ir sempre assim tão de bom grado, tão feliz, tão plena, tão completamente sua e não merece esse ter me tornado tão pouco do resto das coisas.
Mas aí você vira para o lado e reclama do mau tempo, do ar condicionado, do trânsito, do Rio, da vida e de mim. E depois abre seus braços em que cabem o mundo e eu fico tão pequena que você merece tudo. E passa a merecer o tanto que eu tinha guardado e que ninguém nunca via.
E eu então mereço seu sorriso, seus braços, seu jeito, seu silêncio, suas reclamações, (seu adorável) mau humor matinal e seu conceito de tempo, de vida, de amor, e por causa disso tudo, eu não quero mais amor nenhum. Não sei se posso chamar disso e mesmo que a gente, ou isso que eu sinto não tenha nome, eu prefiro. É tão novo, tão bom, tão seu.
De soprar
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Dia sim dia não eu acordo e amaldiçôo a outra, e às vezes confesso que ouço no rádio aquela estação das simpatias, e faço alguma mandinga ou outra em troca de um pouco de amor.
mardi 9 mars 2010
(Des)Construção
E, eu preciso admitir, eu não sei me comportar agora.
samedi 6 mars 2010
Me-lancolia.
me perdoe pelos meus mil anos à frente dos nossos segundos e pela saudade melancólica.
toda essa vida errada que eu vivo até agora começou naquele dia quando você foi embora ♪