Porque eu só devo saber escrever sobre dor.
Por isso eu grito, visto vermelho, mudo de país, vendo os nossos sonhos e compro qualquer outro.
Perdi o rumo, amor.
dimanche 25 avril 2010
samedi 17 avril 2010
lundi 12 avril 2010
jeudi 8 avril 2010
Súplica
Então diz vai, que eu preciso ouvir. Supor é um campo muito vago pra mim, meu bem. Então diz, é tão simples, diz que sentiu falta, que sentiu falta das minhas unhas vermelhas cravadas nas suas costas, diz que sentiu falta dos suspiros, das minhas risadas ensandecidas no seu ouvido. Mas diz, diz porque eu preciso ouvir você dizer que sentiu falta das minhas gargalhadas cretinas nas horas mais impróprias. Deixo até dizer que sentiu saudade da sensação de caminhar de mãos dadas só pra reparar o olhar invejoso de quem observava você me segurando firme, como se eu pudesse escapar a qualquer momento (e eu podia). Diz, por favor que sentiu falta de alguém pra chamar de minha namorada, diz que sentiu saudade de me olhar de cima à baixo, de lado e do avesso, diz que sentiu saudade de ficar a sós comigo, naquela cama bagunçada, de adormecer nos meus braços enquanto eu te fazia carinho, diz. Diz que sentiu falta do meu cheiro e do meu cabelo, diz que eu já faço uma falta absurda na sua vida e que sem mim ela desanda. Então diz, por favor, diz.
mercredi 7 avril 2010
Sumário
escreve no meu ombro, vem, faz das tuas lágrimas ninguém
conta pra elas que não podem contigo, esconde o teu rosto comigo
que vou acomodar minha conversa doente no teu jeito crente de que ‘inda, de repente.
permaneço desse jeito tão bonito, pelos menos pros teus olhos - admito - já que não juro por ninguém, nem mesmo eu, que sou de alguém como sou teu.
[diz das suas estrelas, das suas histórias e fica, meu bem.]
conta pra elas que não podem contigo, esconde o teu rosto comigo
que vou acomodar minha conversa doente no teu jeito crente de que ‘inda, de repente.
permaneço desse jeito tão bonito, pelos menos pros teus olhos - admito - já que não juro por ninguém, nem mesmo eu, que sou de alguém como sou teu.
[diz das suas estrelas, das suas histórias e fica, meu bem.]
lundi 5 avril 2010
Prometo
Mais uma coisa que preciso te fazer ciente: há inúmeras razões para você se ater a mim como há razões para eu me ater a você. Então nunca considere fazer o oposto. Quero sempre te ver pensando nos motivos pra ter e ter e ter um pouco mais. Porque você pode ter o quanto quiser: querendo ou não. Até eu já deixei de querer. Afinal, que opinião tenho eu se é você quem me quer tanto assim? Se você já me quer e a isso não se remedia: deixa assim que o tempo não pára. Perceba que não é algo que se cura. Ah, se você ousar curar dou-te uns tapas.
olha, você tem todas coisas que um dia eu sonhei pra mim
a cabeça cheia de problemas
não me importo, eu gosto mesmo assim. ♪
olha, você tem todas coisas que um dia eu sonhei pra mim
a cabeça cheia de problemas
não me importo, eu gosto mesmo assim. ♪
dimanche 4 avril 2010
Permuta
Quero lhe dar um aviso. É um aviso pra você não parar. Pra continuar e ter mais e mais disso que já é seu. Pra você persistir não só nos erros mas nos tantos acertos que você faz. Pra você se convencer, por favor, de que é tudo que é capaz. É um convite pra você vir. Pra você chegar e fazer o que você quiser. Pra você dar o tom e a intensidade que pretender. Pra você guiar e mestrar como só você. É um pedido. Pra você não abandonar a orquestra no ponto mais alto e tenso da melodia. Pra você ver que estou de peça rara e entregue pros teus braços. Sou só peça. Sou só incompleto. É uma tentativa pra você enxergar. Só pra você ver o que já é teu não por sorte, por merecimento. Pra você querer mais. É constante, isso de tentar te fazer querer mais. É tudo seu. Pega. É uma verdade pra você tocar. Pra sentir. Pra fundir com teu peito e pra nunca mentir. Pra vingar de mim tudo aquilo que eu nunca senti. Você me faz sentir. É uma constatação pra você ver. Veja. Tudo isso que eu mais preciso. É um espelho pra você olhar.
vendredi 2 avril 2010
Partitura
Outra coisa que preciso te fazer ciente: nunca há sonetos o suficiente. Nem que você junte os d’O Poetinha, do português e até aquele lá que o Francisco fez. Nunca há sonetos o suficiente. Se isso aqui é sobre mim, se é sobre você ou se é sobre nós dois eu já não tenho certeza. E essa coisa de não se ter certeza é um clichê tão freqüente (note o pleonasmo) que eu não vou me preocupar. Então olha: vou te escrever um outro em breve. Não vai ser o suficiente. Estou só avisando, anunciando. Vai ser sobre nossos desencontros. Ou talvez sobre suas mãos. As mãos são as mais bonitas partes do teu todo. Minto. São os olhos. Juntos, são a coisa mais bonita do teu todo. Ah, mas o teu todo é tão…
jeudi 1 avril 2010
Pretérito perfeito.
Eu fui gostar de você
Dei carinho, amor pra valer
Dei tanto amor
Mas você queria só prazer
Você zombou
E brincou com as coisas mais sérias que eu fiz
Quando eu tentei
Com você ser feliz
Era tão forte a ilusão
Que prendia o meu coração
Você matou a ilusão
Libertou meu coração ♪
porque o passado, vez ou outra, sempre acaba mandando lembranças numa madrugada chuvosa.
Dei carinho, amor pra valer
Dei tanto amor
Mas você queria só prazer
Você zombou
E brincou com as coisas mais sérias que eu fiz
Quando eu tentei
Com você ser feliz
Era tão forte a ilusão
Que prendia o meu coração
Você matou a ilusão
Libertou meu coração ♪
porque o passado, vez ou outra, sempre acaba mandando lembranças numa madrugada chuvosa.
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