dimanche 8 novembre 2009
Por V.H. [com uma flor]
Pode ser mesmo que isso passe hoje ainda - eu que sempre fui tão inconstante -, pode ser que amanhã eu acorde e volte a ver tudo cinza, pode ser também que tudo vá bem até depois de amanhã e desande. Mas, ainda que o amanhã possa vir de fininho e estragar tudo, poder ter esse sorriso cara, sentindo o vento soprando (que gay!), realmente me valem tanto quanto alguns milhões. Você certamente não faz ideia do quanto salva a minha vida. Acaba de me salvar da amargura de uma noite mal dormida, acaba de zerar minhas queixas e minhas lamentações. Você realmente não faz ideia do que passa aqui, nessa cabeça preocupada com questões de física quântica. Boba. É, eu sei. Mesmo que você prefira tecer mil elogios a cada vez que nos falamos, que nos vimos, acho que a minha parte idiota não lhe foi apresentada - por completa. E tudo o que eu queria é que quando vocês fossem apresentados, que você não tenha medo dela (eu). Que você não saia correndo e tropece nas próprias pernas pela pressa com que foge de mim. Por favor, apenas não fuja. E sabe essas milhões de delongas que escrevo aqui diariamente (ou nem tão diariamente assim er) ? É tudo piada. Tudo historinha. Sabe essa minha mania de saber de tudo e todos em tempo integral ? Comece a achar graça, porque é de morrer de rir. Eu não sei de nada. NADA, entende ? Só escrevo na esperança de que você sinta de alguma forma esse desabafo. Eu só queria que tivesse certeza de que eu quero tentar. De que eu queria, sim, acordar assim todos os dias. Eu só queria que essa minha boa vontade para com o mundo durasse. Hoje eu acordei e não odiei meu cabelo. Hoje eu não xinguei o motorista, não reclamei do balanço da barca e - pasme! - não xinguei até a 6ª geração da família do Steve Jobs por a bateria do iPod ter ido pro saco quando eu ainda estava no ônibus. Eu não vou, eu não posso, eu não quero deixar pra lá. As pazes que fiz hoje não serão esquecidas. Hoje, eu não me importo. Jogo os ombros. Só hoje não odiei hidrocarbonetos e as Leis de Mendel. Só por hoje eu me vi magra e linda frente ao espelho, mesmo com o rosto descascando depois de tanto sol sem protetor. Hoje é dia de fazer as pazes com meu cabelo cacheado, com esse calor infernal e com o ENEM. Por favor, não se assuste com esse meu romantismo exacerbado que flui em sua direção e que eu, infelizmente, não obtenho controle. Se eu pulei nas suas costas e pedi para que me segurasse, foi pra não cair. Não cair nesse abismo que me cerca a todo alvorecer. E você me segurou com toda força e delicadeza. Se eu pudesse fazer a quantidade absurda de carinho que eu tenho guardado, se eu pudesse pôr meu coração capenga numa bandeja de prata e enviar pra sua casa. No fim das contas, eu apenas me lembro das piadas bobas às quatro da manhã. Dos seus olhos atenciosos e significativos observando cada movimento meu. Os seus olhos (só pra ganharem uma menção em destaque). Você, ali do meu lado, quietinho, não será esquecido. Sentir você respirar tão próximo quase me inebriou. Até a preocupação com a sua alergia. Olha, eu citaria detalhes, eu teceria fios e mais fios de elogios, mas hoje, só hoje, eu quero guardar tudo pra mim. E, no fim, eu só queria amor, amor e mais nada.
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