samedi 10 octobre 2009
In My Bed
10 dias se foram. De tirar o fôlego. Diria que me falta o ar para tanto. Ou quem sabe o desinteresse dominou meu ser. Não quis escrever, porque sabia que passaria. Em um instante, beijos demasiadamente escondido por uma parede num canto escuro. Beijos que me valeriam a noite, caso não soubesse o que me aguardava. Beijos quase incontroláveis, banais. Mas que me levaram ao céu (ou ao inferno ?). E que eu confesso que não resistiria caso estivesse entre as tais 4 paredes. Mas beijos dos quais não se formam planos ou sonhos. E se não tem planos e sonhos, não me servem. Porque o plano/sonho teria de virar realidade, naquele dia. O beijo fulminante deu lugar a um calmo, doce, sem a pressa necessária para que haja encaixe. Mas encaixou. Perfeitamente. Mesmo com o medo saindo por meus poros, mesmo com a preocupação corriqueira. Funcionou. E logo estava na cama dele, nos lençóis dele. E como eu pareço uma boneca ao lado dele. Uma boneca boba e muda. Que ri. Ri absurdamente. O tempo todo. E bem pequenininha também. Me sentia inteiramente abraçada e protegida, como se nada pudesse me atingir enquanto permanecesse ali, estagnada. Manhã longa. Não dormi. Ele sim. Passou a mão em minha cintura e adormeceu. Por que eu realmente achei que ia conseguir dormir ? Não ia. Nunca. Queria olhar pra ele, sentir o cheiro dele. Encostar minhas pernas nas dele. Sentir cada segundo de sua respiração lenta. Aquela cama me deixou nas alturas, literalmente. Imaginei aquela cena como rotina. Projetei cada momento na minha cabeça. Cada fala, cada detalhe por mais banal que fosse. Nos imaginei chegando em uma noite quente de verão e abrindo a janela pra admirar a Lua. Imaginei as tantas vezes que ele me jogaria no sofá e jogaria toda minha roupa em canto qualquer. Imaginei todas as noites/manhã/tardes que iriamos querer inovar, inventar (se é que você me entende). Ele. Ele só meu. Me perdendo naqueles braços todos os dias, afogando minhas mágoas. Secando minhas lágrimas enquanto ele afaga meus cabelos. Imaginei e ri. Ri todas vezes. Porque juro que acredito piamente em tudo que imaginei, juro. E 'acordar' com carinho nas costas foi delirante. Poderia passar dias e dias naquele espaço. Que é meu. Juro que é.
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