lundi 29 mars 2010
Só amanhã de manhã
Desculpa mas eu não sei lidar com isso. Já passei por essa situação, claro, mas faz alguns meses que mais parecem anos e a partir disso eu comecei a não querer me envolver muito com as pessoas e deixando com que elas gostassem mais de mim do que eu delas, eu acabava não gostando mais de mim, nem delas. Desculpa colocar uma blusa qualquer assim tão rápido, mas eu acho que meus defeitos se escondem atrás das minhas pintas, por todo o meu corpo e não quero que você fuce, olhe, repare nas imperfeições aqui de dentro e nem nas de fora, que para mim gritam. Desculpa esse mal jeito de telefone, essa coisa de falar, falar e não conseguir dizer apenas o necessário. Eu nunca fui de necessário, eu só funciono no excesso, no muito, no que transborda. E de repente me vejo completamente vulnerável aos seus momentos de silêncio, que me fazem pensar, e as vezes não é tão legal estar aqui dentro. Mas você provoca, provoca sensações tão obscuras que eu morro de medo. Eu estava acostumada com o conhecido, com um terreno que já era meu, com minha arrogância sentimental ridícula e assumida. E de repente você chega, domina os cômodos da casa, se transforma nos meus objetos, vira referência, vira saudade. E eu não sei lidar com isso. Eu realmente não sei lidar com isso. Eu bebo um gole a mais e tenho certeza absoluta que você pode ficar quieto pro resto dos dias que eu me viro, dou um jeito, engulo as palavras e converso com outros, porque é só me encaixar embaixo dos seus braços que eu suporto tudo, até essa insegurança já não tão nova que hoje divide a vida comigo.
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