Porque eu fico mendigando sempre um pouco mais de amor, porque o siso dói e o dia seguinte é cheio. Porque eu não tenho mais medo porque tudo é calmo, e porque eu joguei fora um texto que eu escrevi contando do sonho em que você me deixava porque não sabia lidar. Prefiro falar do meu mendigar carinho e do jeito gato de espreguiçar quando você mexe no meu cabelo. Tudo é melhor do que pensar que você ainda não comprou o pacote completo da minha megalomania pelo espaço na cama, por conhecer o meu bairro todo (e o seu também), por enlouquecer de vez em quando (pra dentro de mim e aos berros no seu ouvido). E deixando qualquer tristeza de lado, escrever um texto bonito sem cheiro de café, porque a vida dói mas é bonita. Porque tudo me dói mas é bonito, porque eu me dei por completo e no meio de todo o meu excesso e do amor que me sobra, falar da felicidade em seu estado mais bruto, físico, real e falar sobre os dois pés fincados na terra pela primeira vez na vida, onde colocar tudo em risco, acalma a alma e me coloca menininha escrevendo sobre coisas que não cabem dentro de mim pra ver se sobra espaço pra pensar em algo mais racional, ao invés de me guiar o dia todo com esse tudo que não é palpável.
Eu descobri que tudo é muito simples, e que pés na terra ou cabeça voando (em Copacabana ou do outro lado do mundo), eu estou sempre ao alcance das (suas) mãos.
[e eu prometo que não quero ser mais nada além de ser corpo estirado na sua cama. é simples assim.]
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