samedi 25 septembre 2010

Próximo

queria te dizer que agora estou aqui, finalmente segura e puramente deitada na minha cama. depois de acordar deitada no escuro ao lado de um amante que não amo. e que eu desejava que você viesse assim com um amor enorme e bonito como uma flor, que pudesse me salvar. um amor que me salvasse do fundo do poço. não consigo nem olhar a roupa da festa de ontem, impregnada pela baixeza de uma noite decadente. pousei a mão nas costas nuas só pra sentir, ele é quente, quase feito você, mas sem amor, sem amor. o amante que eu nunca amei como outros tantos, como outras camas, como outros dias. violada pelo amor que eu não tive, meu bem. amor largo, bonito, colorido. amores pequenos, devios, sismas, necessidades. me lavei freneticamente na água fria, quis esfriar o corpo e o sentimento de não pertença que precisa passar logo. e esperar passar, pensar na roupa, no transito na Vargas, na minha mãe no telefone. ah, mãe, se você soubesse...

de tanto tive tanto, mas faltou isso: um amor bom. não queria que me visse assim, refém-avessa da minha passionalidade que desde muito judiou de mim. uma passionalidade que não me serve.

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